Classificação de obras literárias II

Dando prosseguimento à revisão da obra Classificação de obras literárias (1986), de Evangelina Veiga e Maria Olívia Martha, neste post trataremos dos gêneros e formas literárias enquanto elementos a serem considerados quando da classificação de uma obra literária.

Gênero literário é uma categoria de composição literária. A classificação das obras literárias pode ser feita de acordo com critérios semânticos, sintáticos, fonológicos, formais, contextuais e outros. A distinções entre os gêneros e formas são flexíveis, muitas vezes com subgrupos. A divisão clássica dos gêneros é, desde a Antiguidade, em três grupos: narrativo ou épico, lírico e dramático (Wikipedia).

Dentro de cada gênero há subdivisões, ou formas literárias, que são os romances, contos, novelas, poemas épicos, crônicas, fábulasensaios, entre outros. 

Dentre as diversas formas literárias, algumas, por suas características especiais, merecem destaque:

1. Teatro 82-2

Na classificação de obras teatrais devemos fazer a distinção entre a classificação na literatura e a classificação no teatro. Na literatura, em 82-2, serão classificados os textos literários teatrais propriamente ditos, sua crítica, estilo, escola. Exemplos:

O demônio familiar : comédia, de José de Alencar    821.134.3(81)-22

Hamlet, de William Shakespeare   821.111-2

Na arte teatral, 792, serão classificadas as obras que tratam da técnica, ciência e artes cênicas. Às vezes é difícil estabelecer a diferença precisa entre estes dois aspectos. Nestes casos, a área de especialização do autor ajudará a esclarecer em qual classe deverá ser colocada a obra.

2. Romance 82-31

O romance é uma narrativa em prosa na qual se relatam fatos imaginários (embora estruturados com verossimilhança), às vezes inspirados em histórias reais, cujo centro de interesse pode estar no relato de aventuras, no estudo de costumes ou tipos psicológicos, na crítica social etc.

A CDU permite que especifiquemos o tipo de romance, de acordo com suas características, conforme as subdivisões abaixo:

82-311.1 Romances psicológicos. Romances introspectivos, na primeira pessoa. O centro de interesse do romance psicológico é a análise dos sentimentos e paixões humanas. Exemplos de romances psicológicos: Dom Casmurro, de Machado de Assis; Crime e castigo, de Dostoievski; São Bernardo, de Graciliano Ramos; O vermelho e o negro, de Stendhal.

82-311.2 Romances de costumes e caracteres. Descrição da vida quotidiana. Romances realísticos, romances da vida como ela é. O romance de costumes procura fazer o retrato de uma época. Aqui entram também os romances urbanos. Exemplos de romances de costumes: Madame Bovary, de Gustave Flaubert; Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida; Os maias, de Eça de Queirós.

82-311.3 Romances que dependem do enredo. Romances de aventura. O romance de aventuras tem por objetivo contar aventuras de cunho fictício. Geralmente apresenta lugares exóticos, situações extremas de sobrevivência, ações de grande coragem e inteligência. Exemplos de romances de aventura: A ilha do tesouro, de Robert Louis Stevenson; As minas do Rei Salomão, de Rider Haggard.

82-311.4 Romances sociais. Romances picarescos. O romance social é uma forma ficcional que dá relevo à narração dos costumes, das motivações comportamentais e dos padrões de conduta. Tem em atenção e expõe os modos de vida, os preconceitos e os valores de uma sociedade. Exemplos de romances sociais: Memorial do convento, de José Saramago; Gente pobre, de Dostoievski. Já o romance picaresco relata, de forma autobiográfica, a vida e aventuras de uma personagem (o pícaro), de condição humilde, sem profissão que, para sobreviver vagabundeia, rouba ou serve senhores. São exemplos de romances picarescos: Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto; Lazarillo de Tormes, obra anônima.

82-311.5 Romances frívolos, cômicos. Usado para obras que apresentam conteúdo cômico (comédia, paródia, ironia) escritas sob a forma de ficção. Exemplo de romance cômico: Tia Julia e o escrevinhador, de Mario Vargas Llosa.

82-311.6 Romances históricos. Romances políticos. Romances de guerra. Usado para obras que, embora apresentem conteúdo histórico, tem como característica predominante a ficção. Exemplo: O tempo e o vento, de Erico Verissimo – trilogia que conta a história da formação social sul-rio-grandense sob a forma de ficção.

82-311.7 Romances tendenciosos, didáticos, propagandísticos. Utilizam histórias fictícias para divulgar ensinamentos. Exemplo: Émile, de J.-J. Rousseau.

82-311.8 Romances de viagem. Romances exóticos. Escritos na forma de ficção, na maioria das vezes baseiam-se em relatos de viagens reais. Exemplos: As viagens de Gulliver, de Jonathan Swift.

82-311.9 Romances científicos. Ficção científica. A ficção científica lida principalmente com o impacto da ciência, tanto verdadeira como imaginada, sobre a sociedade ou os indivíduos. Exemplos: Viagem ao centro da Terra, de Julio Verne; Fundação, de Isaac Asimov.

82-312.1 Romances filosóficos. Inclusive romances existenciais. No romance filosófico, o autor trata questões fundamentalmente filosóficas no contexto da ficção. Exemplos de romance filosófico: A náusea, de Jean Paul Sartre; O mundo de Sofia, de Jostein Gaarder.

82-312.2 Romances religiosos. Romances com temas místicos ou morais. Obras de cunho religioso ou místico, escritas sob a forma de ficção. Exemplo: Fabíola, ou, A Igreja das Catacumbas, de Nicholas Wiseman.

82-312.3 Romances bucólicos. Histórias da vida no campo. Romance pastoril, antiga forma literária de caráter bucólico, cujos heróis eram pastores e pastoras. Exemplo: Menina e moça, de Bernardim Ribeiro.

82-312.4 Romances de crime. Romances de detetive. Romances policiais. Romances de mistério. Suspense. Narrativa ficcional que trata, geralmente, do esclarecimento de um crime ou mistério, na maioria das vezes pelos métodos especiais de um grande detetive. Exemplos de autores clássicos: Agatha Christie, Stephen KingArthur Conan Doyle.

82-312.5 Ficção popular, barata, sensacionalista. O romance sensacionalista caracteriza-se pelo adultério seguido de um crime no espaço doméstico-burguês. Exemplo: Lady Audley’s Secret, de Mary Elizabeth Braddon.

82-312.6 Romances autobiográficos. Biografia em estilo de ficção, romances semi-biográficos. O mesmo critério utilizado para o romance histórico será observado para a biografia romanceada. Assim, sob este índice serão classificadas as obras que, embora apresentem conteúdo biográfico, tem como característica predominante a ficção. Exemplo: Maria Waleska, de Octave Aubry.

82-312.7 Romances epistolares. Romances de diálogo. Romances epistolares são aqueles cuja ação é narrada pela correspondência de algumas personagens. Exemplo: As relações perigosas, de Laclos.

82-312.8 Romances simbólicos, cabalísticos. Aqui entram os romances esotéricos, de ocultismo. Exemplos de ficção esotérica: O diário de um mago, de Paulo Coelho; O ungido, de Halevi.

82-312.9 Romances fantásticos, de fantasia. A narrativa ficcional fantástica geralmente usa a magia e outras formas sobrenaturais como o elemento principal/primário de uma história. Exemplos de ficção fantástica: A metamorfose, de Franz Kafka; Crepúsculo, de Stephenie Meyer.

82-313.1 Romances satíricos. O romance satírico é uma obra de ficção que tem como conteúdo a sátira a um determinado assunto. Não confundir com Sátira 82-7. Exemplos: Que país é este? e Todo homem é minha caça, de Millôr Fernandes.

82-313.2 Romances utópicos. A ficção utópica caracteriza-se por apresentar uma sociedade diferente da existente, onde o mundo pode ser mudado para melhor. Exemplo: Notícias de lugar nenhum, de William Morris.

3. Novela 82-32

A novela poderá ser subdividida como o romance, de acordo com a nota: 82-32 dividido como 82-31.

De acordo com Afrânio Coutinho, citado em Veiga e Martha (1986, p. 27) “entre o romance e a novela a distinção é mais quantitativa do que qualitativa: a novela é obra de menor extensão, cobre um cenário mais reduzido, lida com menor número de personagens e incidentes, limita-se a maior economia de tempo e espaço, apresenta uma menor extensão de vida e a narrativa é habitualmente monolinear e às vezes mais intensa. Mas o método do narrador de novela é praticamente o mesmo do romancista e o material com que trabalha é semelhante.”

4. Ensaio 82-4

São classificadas em Ensaio as obras que tratam de estudos sobre vários temas ou sobre um tema ou assunto determinado, porém menos aprofundados do que um tratado formal ou um compêndio.

5. Antologia 82-82

Coletânea de obras geralmente agrupadas por temática, autoria ou período. Exemplos de antologias:

Obras escolhidas de Machado de Assis    821.134.3(81)-82

Antologia da literatura mundial    82-82

6. Diálogos filosóficos ou discursivos 82-83

Usado para obras com conteúdo filosófico cuja forma literária predominante é o diálogo. Exemplo: Diálogos de Platão.

7. Máximas, sentenças, aforismos, ditos profundos, adágios, provérbios 82-84

Aqui entram também as obras sobre pensamentos.

8. Literatura popular 82-91

Aqui entram também as obras de literatura de cordel.

9. História como gênero literário, Historiografia, Crônicas, Anais, Memórias, Diários, Biografia 82-94

Aqui entram:

a) as obras com conteúdo histórico sob a forma literária;

b) as crônicas, ou seja, relatos de acontecimentos vários, verídicos ou não, de forma cronológica ou não;

 c) biografias, memórias, recordações escritas por literatos, denotando sempre um cunho pessoal, diferenciando-se assim das biografias propriamente ditas.

Exemplos:

Meus verdes anos, de José Lins do rego     821.134.3(81)-94

Solo de clarineta, de Erico Verissimo     821.134.3(816.5)-94

Os sertões, de Euclides da Cunha     821.134.3(81)-94

10. Crítica como gênero literário 82-95

Usado para obras que tratam da crítica como gênero literário, incluindo a teoria, a técnica e a crítica da crítica. Não confundir com a analítica 82.09 (este item será visto no próximo post). Exemplo: Crítica e críticos, de Afrânio Coutinho.

11. Obras de ciência e filosofia como literatura 82-96

Usado para obras com conteúdo filosófico ou científico sem uma sistematização (característica da filosofia e da ciência). Embora apresentem um alto teor filosófico, sua forma de apresentação, através de divagações e diálogos, é essencialmente literária. Exemplo: Assim falava Zaratustra, de Friedrich Nietzsche.

12. Descrições de viagens 82-992

Usado para obras que, embora incluam aspectos geográficos, históricos, políticos, etc., apresentam-se sob a forma literária. Exemplo: México, de Erico Verissimo.

No próximo post: Teoria, estudo e técnica da literatura.

No post anterior: Língua: elemento básico fundamental para a classificação de uma obra literária.

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19 comentários sobre “Classificação de obras literárias II

  1. Olá Suelen,
    Analisando o teu questionamento nós utilizaríamos a notação com -34 para indicar o aspecto principal da obra “contos”. Sugerimos que utilizes na indexação os assuntos: contos americanos, ficção científica, literatura americana etc. A notação 821.111(73)-311.9 não seria a mais adequada, pois esta dentro de romance, ficção. Para utilizar o -82(poligrafias, antologias) terias que analisar o conteúdo obra, as políticas de classificação e o conhecimento do público alvo da biblioteca.
    Sugerimos que utilizes a obra da Evangelina como guia, pois te ajudará na hora de classificar os materiais.
    VEIGA, Evangelina de Azevedo; MARTHA, Maria Olívia Bandeira. Classificação de obras literárias. Porto Alegre: Sagra, 1986. 59 p. ISBN 8524101377

  2. Olá! Ótimo seu post! Eu sou bibliotecária em uma biblioteca sem CDU e internet 😥 estou tentando classificar obras q são literatura norte americana coletânea de contos de ficção científica! Seu poste me ajudou a encontra o -311.9… Como estou sem recursos não sei se classificou essas coletâneas de contos de ficção científica assim: 821.111(73)-311.9 ou 821.111(73)-34 ou ainda com o -82!!! Existe um número q une os 3? O q posso fazer? Desde já agradeço

  3. Olá Sandy,
    Desculpe a demora, retornamos hoje das férias. A classificação para literatura erótica, conforme a CDU (1ª e 2ª edição padrão), é o 82-993 – Literatura licenciosa, lasciva. Literatura erótica. Pornografia.
    Espero ter ajudado!
    Abs,
    Roberta

  4. olá gostaria de saber se a CDU tem uma subdivisão para romance hot/ erótico.

  5. Oi Henrique,
    Pelo que pude perceber, você está tentando fazer uma ficha catalográfica para sua publicação? Nesse caso, te aconselho a consultar um bibliotecário da sua instituição, pois somente bibliotecários estão habilitados para confeccionar fichas.
    Qualquer dúvida estamos à disposição.
    Abs,
    Roberta

  6. oi, roberta! Obrigado pela resposta! mas eu tinha pensado que por ser uma antologia eu precisaria colocar os dígitos “82” no final.. então esse 821.134.3(81)-1 o dígito final seria referente a q? Há tbm no livro 22 cartas impressas, tem especificar isso na ficha? E por último, o livro reúne 22 poetas, como eu coloco na Tabela de Cutter? precisa ter isso tbm?

    Muito obrigado, eu já tava entrando em pânico com isso hahaha

  7. Olá Henrique,
    A bibliotecária Márcia não faz mais parte da instituição. Respondendo a sua pergunta, o número de classificação para poesia brasileira seria o 821.134.3(81)-1. Não há necessidade de especificar o tema da poesia.
    Espero ter ajudado.
    Abs,
    Roberta

  8. Olá, Márcia! Vou lançar um livro que reúne alguns poetas escrevendo poemas sobre o Tarô, como seria a classificação? seria 821.134.3(81)-82?
    É preciso colocar alguma referência ao tema esoterismo?

  9. Olá Carolina

    Nós do sistema de bibliotecas da UCS adotamos neste caso o padrão da Library of Congress no nosso catálogo de autoridades, que apresenta os seguintes descritores: Literatura infantil (como termo geral) e Ficção juvenil (como subdivisão geral).
    Definir o nível de leitura de um usuário é um tanto quanto subjetivo, mas é uma das formas adotadas para organização dos acervos de bibliotecas escolares.
    Geralmente obras de Literatura infantil são indicadas para os leitores iniciantes da Educação Infantil até o quinto ano do Ensino Fundamental e, para os leitores a partir do sexto ano do Ensino Fundamental são indicadas obras de caráter mais juvenil, com mais textos e um número menor de ilustrações.
    O descritor Literatura infantojuvenil continua aparecendo na lista de descritores da Biblioteca Nacional e também consta na lista de verbetes do dicionário Houaiss, portanto acreditamos que o termo não tenha caído em desuso.
    Cada biblioteca tem suas políticas internas e adotam os catálogos decisórios para normatizar suas definições.
    Espero ter colaborado para sanar a sua dúvida.
    Atenciosamente,
    Carolina Quadros

  10. obrigada pelo o apoio, foi muito valioso sua explicação, agradeço!!!!

  11. Estimada Marilsa,

    Entendemos como gênero literário os textos narrativos, líricos e dramáticos.

    * Narrativo: estão classificados em romances, fábulas, epopéias, novelas, contos, crônicas e ensaios.
    * Lírico: estão classificados em poesia, ode, sátira, hino, soneto, haicai
    * Dramático: geralmente obras teatrais

    A Classificação Decimal Universal apresenta a classe 82 e suas subdivisões para tratar deste tópico.

    Para obras que tratam sobre a teoria da música, instrumentos musicais, partituras e tipos de música (dramática, ópera, música sacra, canções infantis etc.) você deverá procurar na CDU a classe 78 e suas subdivisões.

    Espero ter colaborado para sanar a sua dúvida.
    Atenciosamente,
    Ana

  12. por favor se possivel gostaria de saber a classificação literaria da música, não encontro em nenhum lugar, se alguém puder me ajudar, agradeço

  13. Fui questionada hoje sobre “infantil” / “intantojuvenil” / “juvenil”. Respondi como sendo infantil até o 5o.ano do fundamental 1 e, a partir dali (fundamental 2), infantojuvenil. A pessoa me disse que o termo infantojuvenil não mais se aplica. Procede?..
    Grata!

  14. Bom dia Ala,

    Se você estiver classificando uma obra de literatura brasileira infantojuvenil está adequada a notação da CDU citada acima: 821.134.3(81)-93.

    Nós do Processo Técnico da UCS optamos e padronizamos a classificação de itens de literatura infantil e infantojuvenil, a utilização da notação geral sob o número 82-93, independente da nacionalidade do autor e/ou adaptador.

    Espero ter ajudado!

    Atenciosamente,
    Ana

  15. Marcelo Votto, venho através dessa mensagem pedir se possível o número de CDU.
    No caso de uma Literatura ficção infanto-juvenil.

    Estaria Certo se Eu a colocar a numeração assim>> CDU 821.134.3( 81 ) – 93 estaria correto colocar essa numeração.
    Obrigado pela resposta.

  16. Olá Elisangela,

    primeiramente lhe dizer que a nossa colega Márcia Rodrigues não faz mais parte da equipe de bibliotecários da UCS, tendo em vista o seu ingresso na carreira docente na Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Você pode encontrar a Márcia em seu blog pessoal, no endereço .

    Quanto a sua dúvida sobre o uso do 869 ou 821, desde 1997 não é mais utilizado a classe 869 para representar o assunto Literatura, sendo agora representado pela classe 821.

    Esta data corresponde a publicação da 1ª edição padrão da CDU no Brasil.
    Contudo, no site da UDC Consortium, confirmei que essa alteração é anterior ao ano de 1994.

    Espero ter ajudado.
    Precisando, entre em contato.
    Abraço.

  17. Ola Marcia, na classe 8 da CDU nao se utiliza mais o 869 para classificar literatura?

    Atenciosamente,

    Elisangela

  18. Olá Marcos!
    Que bom ter ajudado a esclarecer suas dúvidas de classificação!
    Sobre tua pergunta a respeito das traduções das obras literárias, não vejo necessidade de indicar a tradução, já que a língua é o elemento principal a ser considerado quando elaboramos um número de classificação para obra literária. A indicação da tradução acabaria por separar as obras. Mas caso sintas a necessidade de detalhar a tua classificação, veja como ficaria o exemplo que deste:
    El Aleph, edição em espanhol: 821.134.2(82)-34
    O Aleph, edição em português: 821.134.2(82)-34=134.3
    The Aleph, edição em inglês: 821.134.2(82)-34=111
    Observe que a auxiliar de língua que indica a tradução está no final, sendo o último elemento citado, porém a CDU permite que faças alterações na ordem de citação conforme a necessidade da instituição, o que afeta diretamente o arquivamento das obras.
    Um abraço!

  19. Marcia, foi muito esclarecedor este post. Você é extremamente didática. Estava cheio de dúvidas sobre esse tema. Gostaria de te perguntar como fazer a notação de obras literárias estrangeiras traduzidas para o português e vice-versa. Exemplo: “El Aleph”, de Jorge Luis Borges ficaria assim, 821.134.2(82)-34″19″ B732a. E sua versão ao português? Seria algo parecido com isso: 82-34.134.3(82)”19″ B732a.

    Parabéns pelo post e grato pelo atenção

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