Normas IFLA

A IFLA divulga novas normas em 2017:

 

Modelo de Referência da Biblioteca IFLA  IFLA Library Reference Model (LRM) : Trata-se de um modelo único que foi desenvolvido para resolver inconsistências entre os três modelos conceituais existentes: FRBR, FRAD, FRSAD. O LRM foi projetado para ser usado em ambientes de dados vinculados e para apoiar e promover o uso de dados bibliográficos nesses ambientes. Foi aprovado pelo Comitê de Padrões da IFLA, em agosto de 2017.

O documento está disponível em pdf para download, em inglês.

 

 

Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação (ICP) 2016 – Statement of International Cataloguing Principles (ICP) 2016 : Ter um conjunto comum de princípios de catalogação internacional ainda é necessário, já que os catalogadores e usuários do mundo usam catálogos online como sistemas de busca e descoberta. Esta edição leva em consideração as novas categorias de usuários, o ambiente de acesso aberto, a interoperabilidade e a acessibilidade dos dados, os recursos das ferramentas de descoberta e a mudança significativa do comportamento do usuário em geral.

Disponível em pdf para download em inglês, bem como sua tradução em espanhol.

 

Definição de PRESSoo: um modelo conceitual para informações bibliográficas relativas a seriais e outros recursos contínuosDefinition of PRESSoo: A conceptual model for Bibliographic Information Pertaining to Serials and Other Continuing Resources : PRESS OO é uma ontologia formal projetada para representar a informação bibliográfica sobre recursos contínuos e, mais especificamente, sobre publicações seriadas (revistas, jornais, etc.). O PRESSoo versão 1.0 foi submetido a uma revisão mundial em 2015. As respostas foram estudadas e as mudanças foram feitas à luz dessas respostas nesta versão 1.3.

Pode ser acessado em pdf, para download, na língua inglesa.

 

Definição de FRBRoo: um modelo conceitual de informação bibliográfica em formalismo orientado a objetos – Definition of FRBROO: A Conceptual Model for Bibliographic Information in Object-Oriented Formalism FRBROO é uma ontologia ou modelo conceitual de alto nível para dados bibliográficos. O modelo está intimamente relacionado com a família de modelos conceituais da FRBR da IFLA. É a versão orientada a objetos dos três modelos: FRBR, FRAD e FRSAD.

Documento disponível em pdf para download, em inglês.

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Divulgação de curso

Divulgamos o minicurso “O livro impresso e suas características”, será ministrado pelo prof. Fabiano Cataldo Azevedo e tem como objetivo analisar os livros impressos e suas características intrínsecas e extrínsecas.

O minicurso acontece na Capolavoro Livros (Petrópolis, RJ).

Para maiores informações e inscrições: capolavorolivros@gmail.com

Você sabe o que é um ex-líbris?

Você sabe o que é um ex-líbris?

Segundo Mulin (2017), a palavra Ex-líbris, de origem latina, significa “dos livros de” ou “pertencentes a” e tem como objetivo identificar o dono de um livro, ou seja, é uma marca de propriedade. Pode ser concebido como gravura artística e verdadeira obra de arte gráfica em miniatura, ou, também, aparecer sob forma de um carimbo ou de uma marca indelével.

Quais são os tipos de ex-líbris?

Os ex-líbris podem ser:

  • Simples ou ornamentados, tipográficos ou reproduzidos por qualquer processo artístico ou mecânico.
  • Heráldicos, quando no motivo principal constam brasões ou insígnias de pessoas, cidades, associações, entre outros. Do século XV ao século XVIII, muitos ex-líbris continham em sua composição, desenhos heráldicos, pois muitas famílias possuíam um brasão de armas que os identificava, assim estas marcas poderiam reconhecidas, por pessoas que não soubessem ler. Com o passar do tempo, os brasões familiares caíram em desuso, e o número de pessoas alfabetizadas cresceu, inicia-se então uma fase com ilustrações pictóricas, inicialmente em xilogravura.
  • Simbólicos, quando reproduzem ideias, aspirações, lemas de vida e de ação, ocupações habituais entre outros.
  • Paisagísticos, quando reproduzem aspectos e cenas rurais, urbanas, de marinha, entre outras, ligadas afetivamente ao possuidor do livro.
  • Mistos, quando se enquadram em mais de uma categoria (MULIN, 2017).

Quanto à forma de criação os ex-líbris podem ser classificados como:

  • Vinhetas, impressos em gráficas ou nas formas mais clássicas de impressão, em madeira, pedra ou metal (xilogravura, litogravura, gravação a buril etc.). São trabalhos realizados por hábeis artistas e apresentam ilustrações variadas.
  • Tipografados, impressos tipograficamente e sem desenho. Seus dizeres citam somente que fazem parte de determinada biblioteca.
  • Superlíbris, gravados, pintados ou decalcados na capa frontal ou na lombada do livro, em ouro, prata ou policromia. Geralmente apresentam-se em forma de brasões ou monogramas.
  • Manuscritos, quando o proprietário do livro, escreve ou desenha nas páginas iniciais a sua identificação, muitas vezes autografando-os.
  • Carimbos, onde normalmente consta somente o nome do proprietário ou algum desenho. São confeccionados em borracha, porém antigamente eram feitos em madeira ou metal.
  • Universais, são os confeccionados e vendidos no comércio. O usuário escolhe o modelo e escreve ou carimba o seu nome no local apropriado (MULIN, 2017).

Ex-líbris encontrados em nossas obras

No acervo de Obras Raras do SiBUCS, é possível encontrar alguns ex-líbris.

Um dos existentes é a marca de propriedade de Joaquim Nabuco, presente na obra “La consolation philosophique de Boece” datada de 1889.

Nas obras “Flavii Iosephi viri inter iudaeos” de 1595, “Historiae augustae scriptores sex” datada de 1615 e “L. & M. Annaei senecae tragoediae” do mesmo século, mas sem data definida, encontramos o ex-líbris de Iosephi Pelli.

 

Outros ex-libris encontrados no acervo de Obras Raras

Ex-libris Librus Antiguos F. Duvill na obra “D. Durandi à Sancto Portiano su per Sententias M. Petri Lombardi, praeclarum & insigne opus” de 1533

Ex-libris de Semi-Prov. Carm. Disc. Parisiensis na obra “Cursus philosophicus thomisticus” de 1663

Ex-libris Bibliothéque de M. J. Gme. Bérgier na obra “OEuvres completes de J. J. Rousseau”de 1788

Ex-libris de Manoelito de Ornellas na obra “Lua de vidro” de 1930

Ex-libris de Aristóteles Drummond na obra “A capitania das Minhas Gerais” de 1943.

 

REFERÊNCIA
MULIN, Rosely Bianconcini. Ex-Líbris: a desconhecida arte, tão antiga como o próprio livro. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação. São Paulo, v. 13, n. 1, p. 64-81, jan./jun. 2017. Disponível em: <https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/481/592&gt; . Acesso em: 03 ago. 2017.

Fotos: Julia Borges e Paula Fernanda Fedatto Leal