Foi publicado, na edição de novembro do The Journal of Academic Librarianship (JAL), o artigo “The value of rare books in libraries and museums: Perceptions of patrons, librarians, and curators” (O valor de livros raros em bibliotecas e museus: percepções de usuários, bibliotecários e curadores), dos autores Yu-Wei Chang, Hsiang-Jou Lin e Rong-Kang Pei, do Departamento de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Universidade Nacional de Taiwan.
No artigo, os autores buscam examinar as diferenças de percepção da acessibilidade de livros raros entre pesquisadores e não pesquisadores em bibliotecas e museus. É apresentado a seguir o resumo da publicação:
“Este estudo examinou as visões dos usuários sobre a acessibilidade de livros raros em bibliotecas e museus, bem como a forma como suas percepções sobre o valor dessas obras diferem das percepções de bibliotecários e curadores. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com participantes de Taiwan e da China, incluindo usuários que tiveram acesso a livros raros em ambos os ambientes, além de bibliotecários e curadores responsáveis por coleções de obras raras. Os resultados revelaram que a percepção dos usuários sobre livros raros é fortemente influenciada pelo contexto institucional, pelas experiências de acesso e pela trajetória individual de cada um. Os usuários com perfil voltado à pesquisa observaram que os livros raros são acessíveis em bibliotecas, mas não em museus, embora considerem que o valor histórico, cultural e informativo dessas obras seja semelhante em ambos os locais. Nos museus, esses usuários assumem o papel de espectadores, concentrando-se no design da exposição e em experiências imersivas, em vez de buscarem um contato direto com o conteúdo ou com as características físicas dos livros raros. Por outro lado, os usuários que não buscam pesquisa associam os livros raros — tanto em bibliotecas quanto em museus — a exposições, demonstrando pouco conhecimento sobre o seu valor informativo. Esse grupo tende a ver os livros raros, em ambos os contextos, apenas como artefatos culturais. A maioria desses usuários não demonstra interesse em acessar manuscritos originais, considerando suficiente o acesso a cópias ou fac-símiles. Os participantes do estudo expressaram o desejo de um engajamento intelectual com bibliotecários e curadores, valorizando a interação humana em detrimento de assistências mediadas por tecnologia. O estudo sugere que bibliotecas e museus ofereçam formas distintas de acesso a livros raros para diferentes perfis de público —aqueles voltados à pesquisa e aqueles que não a buscam — e que ampliem as interações presenciais entre os usuários e os curadores responsáveis pelas coleções de obras raras.
A publicação pode ser acessada através do link.
































































































